Facere, facere, facere... du sollst!... e o velho dragão de escamas douradas devora meu coração somente para cuspi-lo de volta – em pedaços – a meu peito vazio
Eu amarro uma corda ao meu pescoço, com nó corrediço, de um modo bem apertado, e então, prendo o outro lado a uma árvore recém podada. Rego-a displicentemente, com a mesma paciência de quem se banha a fim de purificar-se de todos os pecados. É tal árvore um carvalho que me erguerá alto nos céus ou uma samambaia a embeber a minha cara na lama? Não posso dizer ao certo, enquanto rego a pequenina muda com lágrimas derramadas: como um velho castigo grego, deuses bravios me obrigam a cavar o túmulo onde passarei a eternidade...
Sentado, ao lado da árvore, apoio meu cotovelo alguns centímetros acima do joelho, apertando algumas dobras de carne, mais macias do que o proeminente osso. Com mãos atadas, cabisbaixo, vestindo roupas gastas e ríspidas, mas que ainda servem ao seu propósito primário, encontrei-me investigando o que me levara a uma situação tão drástica e fatídica. Outrossim, minha vira não for a digna, muito menos glorificante. Semelhante aos poucos tecidos que me cobrem o frágil corpo, estava gasto e ríspido, reduzido ao mínimo que uma carcaça convalescente poderia oferecer, em termos de sobrevivência. Ainda assim, soube que era um homem condenado.
Ainda espero a árvore crescer – e enquanto espero, rasgo a garganta em gritos de agonia (Ah! Santo Sadismo, algo tão agridoce quanto uma fruta ácida, a qual comemos exatamente para sentir sua acrimônia: não é com caretas que dela provamos? Funciona do mesmo modo: o prazer que encontramos na dor é essencial à nossa sanidade: O que mais puxaria nossos pés de volta ao chão, quando estamos longe demais em vôos utópicos?! É necessário que vivamos a pode existência que nos foi oferecida! Ah! Santo Sadismo!)
Dá-me uma razão para viver mais cinco minutos miseráveis e terás a senha para uma felicidade perpétua: Como deves ter suspeitado, por tal razão, somente a dor e a tristeza são reais! Ademais, quedar-nos-íamos tão complacentes pela falta de desafios que morreríamos, quiçá, mesmo antes dos cinco minutos! Este o paradoxo da existência humana, que nos trouxe inexoravelmente até aqui para responder uma simples questão: Seria o nosso amado conhecimento um aliado ou uma nêmese divina? Comei desta maçã e conhecereis a diferença entre o ruim e o pior!
Ao fim desta sessão, poder-se-ia perguntar: Estou ficando louco? A fim responder questões estúpidas deste naipe: O homem louco é separado do sadio exatamente do mesmo modo como o trigo é separado do joio: Açoita-os com força até que cada um tome o seu devido lugar.
Evig vinter er hva jeg er.
E não é o louco aquele homem desafortunado que caiu neste mundo perverso do lado minoritário? Aquele mesmo que grita “Ich will” tão alto que estoura os tímpanos às imposições? Este homem é o único sadio entre nós! Ele não se curva ao mundo que o rodeia. Ergo, ele constrói um mundo no qual ele é mestre e vassalo, no qual ele é rei e rainha, padre e confessor. Quem sou eu para culpá-lo? Quem é tu para culpar-nos?
A força do poder; A vontade de mostrar-se poderoso; A obrigação de ser baixo e não revelar a superioridade. Este o pilar sacrossanto da sobrevivência dos medíocres. Quem quer que tenha nomeado a modéstia como a mais valiosa qualidade mentiu! O que o humilde realmente diz é: “Sinto muito ser mais esperto, ou melhor, ou mais forte, ou qualquer outra coisa que não és”. Não! Some! Tu és uno!
Ego.
Para encontrar a verdade, muda os por quê’s em porque’s. Sem mais questionamentos. Sem mais respostas óbvias. – Tu és nada. – Sim, eu sou! – Por que não mo provas?!
Toma uma pílula e vives. Toma duas e dormes. Toma três e morres. Confiarias em mim? Quem mais ministraria a dose do veneno que cura? A falta de resposta é certamente encantadora; mas não mais do que as mortes daqueles que tentaram encontrá-la!
Oh não! Não eu! Não me faças repousar em verdes prados, pois não sou ovelha! Não me alimento de grama. Somente o sangue fresco me apazigua. Sacrifício! Cuspo nas águas brandas e bailo lascivamente com as mais puras virgens do mundo! Eu quero. Eu desejo. Nenhum senso de sociedade apagará o meu ID. Sou um Superego explodindo em cólera.
Não sou um homem crescido. Pessoas cliché não ousam. Permaneço ao lado da criança que ainda não balbuciou ‘mamá’, pois esta mesma criança é capaz de nos libertar do fascismo. É o começo e o fim. É a besta andrógina que nos guia à perversão de ser. Não me corrompas com ensinamentos sagrados. Phisolopher est apprendre a mourir. Enseignez-moi, s’il vous plaît.
E então, talvez, estejamos aptos a fazer as escolhas que nos apetecerem: a abstinência de um desejo incontrolável pela satisfação de uma paz duradoura. Guarda-a para ti mesmo. Faço o que quero. Não invoques uma terceira pessoa para tua vida. Não te esvazies, na esperança de uma existência alhures. Um vaso desocupado a ser preenchido com anima.
ΤΕΛΟΣ!
Não foi exatamente Platão que nos contou sobre o desejo sexual? Não foi por isso que Σωκράτης renunciou a uma fiança indigna pelo preço da liberdade? Sim, confrades! A filosofia já o libertara do pútrido invólucro ambulante condenado ao solene oblívio!
Um filete de pó esmagado entre a eternidade antecessora e a infinidade vindoura.
Somos números: A matemática finalmente nos domou!
Eu sou Agonia-0666.
A vida é um solilóquio que precisamos interromper para tomarmos parte do diálogo esquizofrênico! Este solilóquio perdura somente às pessoas medíocres: é deles o reino de fantasia encontrado no Paraíso!
No começo criaram os Homens Mitos e Fábulas. E os mitos eram sem forma e vazios, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito dos Homens boiava sobre as águas. E então disse o homem: “Que haja deuses”; e houve deuses por todos os lados. E os Homens viram que os deuses eram bons; e os Homens separaram o verdadeiro Deus dos demais. E a este chamaram os homens de Único, e aos outros de lendas pagãs. E houve batalhas e guerras, e então houve estupidez.
Não sou um pedaço de idiotice Divina. Sou um macaco sujo. Eu me barbeio para não ser como um macaco, mas o espelho não mente! Eu me vejo balançando em cipós.
Falas sobre filosofia e o que vem depois: o homem ou o macaco no espaço?
Eu sou um macaco sujo; e nenhum deus inventado pode mudar este fato!
Achas que sinto dor? Entende:
Se a dor é aguda mas não constante, eu a tolero.
Se a dor é constante mas não aguda, acostumar-me-ei a ela.
Se a dor é aguda e constante, não viverei para senti-la.
Agora vem a questão importante: Se conseguimos acostumarmo-nos a qualquer tipo de dor, que sorte de castigo quedaria eterno?
Sem mais questionamentos!
Ikke bør den love å vandre i mørket som ikke har sett natten.
A sociedade ceifa-nos o desejo de sermos livres. Portanto, ainda permaneço ao lado do poder ingênuo dos que não balbuciaram ‘mamá’.
Vade retro, Leviathan (Satã?!)!
A mente, apesar do senso comum, não foi designada ao pensamento. Pelo contrário, o seu propósito é armazenar memórias mecânicas. Daí vem a facilidade instrisecamente humana de cair, sem o menor sinal de defesa, em uma rotina negligente.
Cum cruorem meum malum mundi pugno. Nunquam!
Eu leio minha própria estória, e como todo bom texto deve ser, meu estômago é intensamente socado com estocadas certeiras e eficientes.
“Dá-me uma razão para viver mais cinco minutos miseráveis e os viverei agradavelmente” – e assim a vida rasteja lentamente, fazendo de conta que viver tem algum sentido...
Bons livros vêm do sofrimento: eles são as chagas abertas de uma mente lacerada. Tens nojo? Se houve algo a dar-te inspiração, livrar-se da fonte seria uma opção?
“Vou terminar a escola, depois a faculdade, depois esperarei que venha meu filho, que cresça, que se forme…” e o vício segue fazendo com que o estúpido minta para si …
O óbvio só choca quando o absurdo reina sem adversários!
Não temas! Meu compromisso é somente com duas prostitutas tagarelas chamadas Beleza e Verdade: Eu as amo como amaria duas amantes opostas e diametralmente incoerentes. Já que as duas não têm utilidade prática – Uma esmorece com o tempo; a outra é para que os tolos a contemplem –, decidi resignar-me aos meus próprios discernimentos, privando-me de todo o resto – pulgas irritantes e infortúnios inquestionáveis. Oh sim, estou completamente apaixonado por estas duas vadias. Pobre parvo…
Østenfor Sol og vestenfor Måne
Dit kommer du sent eller aldri
Til Verdens Ende bærer det
É para onde irei
O que resta a fazer quando até o hedonismo falha? Que saída nos oferece uma última porta aberta? Um tiro direto na têmpora, talvez?
И курок не смогу над виском нажать.

Nenhum comentário:
Postar um comentário